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GURUPI GOSPEL
 


POR QUE SOFREMOS?

Os infortúnios presentes na vida de milhões de pessoas não ocorrem por acaso. A maioria deles independente do tipo e da forma em que se apresentam, tem por trás a permissibilidade de suas vítimas, que de alguma forma, às vezes, até inconsciente, preparam o terreno propício para que o mal aconteça.


 
Os questionamentos acerca desse assunto são diversos, e cada vez que a alma humana é submetida ao estudo científico apresenta formas e comportamentos que intrigam os mais abalizados estudiosos da psicologia, psiquiatria e do estudo da mente humana como um todo.
 
Os avanços na melhoria do comportamento humano têm ocorrido de várias formas, ora pela análise da patologia genética, ora pelo convívio social, familiar, situação econômica, educacional e religiosa. Todas têm se apresentado como indicador das tendências de comportamentos com as quais temos que conviver, porque estão impregnadas em todos nós.
 
O apóstolo Paulo reconheceu isso ao dizer: "- Acho então essa lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo". O criador da espécie humana a fez complexa, mas deixou um código orientador por meio do qual somos avisados a evitar os desastres que acontecem internamente, bem antes de materializar-se. Tudo que ocorre no espaço material de nossa vida já aconteceu há algum tempo no mundo da alma. São as causas e efeitos que só serão compreendidos com uma análise profunda de cada indicador.
 
Nessa oscilação comportamental, a religião se apresenta com duas possibilidades centrais: Deus como fonte do bem, deve está presente ajustando a conduta humana, se não o fizer, o espírito do mal entra em ação danificando violentamente tudo de bom que há nos homens.
 
Mas até onde isso pode ser verdade? A bíblia diz que há justo com obras de ímpio, e ímpio com obras de justo. Isso tem sido comprovado a cada dia sem precisar fazer apontamentos. Assim, as diretrizes propostas pela religião ficam sujeitas a questionamentos, não se podendo afirmar com segurança que o bem ou o mal que alguém faz, estejam vinculados diretamente a prática religiosa ou não.
 
Deus nos fez livres e nos deu a capacidade de construir espaços onde o bem (individual ou coletivo) seja respeitado. Se nessa construção não for observado os princípios estabelecidos, certamente o mal se manifestará de várias formas, causando desequilíbrio e desconforto no espaço proposto.
 
Aí surgem os queixumes: "- Foi Deus que não aprovou. Devíamos ter consultado a Sua vontade antes. Por causa disso o diabo veio e meteu a mão suja."
 
Deus nos deixou regidos por leis naturais e sobrenaturais que por si só, estão prontas para aprovar ou desaprovar as nossas atitudes. Quando violamos essas leis elas se voltam contra nós na forma estabelecida, sem que seja necessária a intervenção direta de Deus (ou do diabo),  nos resultados obtidos.
 
O apóstolo Tiago escreveu na sua epístola capítulo 4:1, o seguinte: " De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites que nos vossos membros guerreiam?"
 
Muitos de nós passamos o tempo todo atribuindo a Deus e ao diabo os insucessos vividos, sem perceber que o problema está em nossas atitudes, e nos desejos inerentes da própria natureza humana, que se não corrigidos podem causar muitos desconfortos até para os que estão ao nosso redor.
 
Os recursos da psicologia e outros ramos da ciência médica podem modificar essas tendências de comportamentos. A educação quando bem aplicada ressocializa algumas pessoas arruinadas, mas só o Espírito de Deus pode transformar e reconduzir o homem ao seu estado original, disse Jesus: "Sem mim nada podeis fazer



Escrito por João Gomes da Silva às 21h22
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QUANDO A ALMA FICA EM SILÊNCIO

A antropologia descreve o homem desde os seus primórdios como um ser inquieto. Essa inquietude ocorre primeiramente pela necessidade de sobrevivência e depois pela busca insaciável da superação, impulsionada pelo instinto de aquisição nato na própria natureza humana.
 
Na medida em que novas descobertas tecnológicas aparecem, junto com elas vem a oferta de consumo. Isso gera o desejo do ter, do desfrutar, e até do exibir o bem adquirido como forma de satisfazer o ego em relação às outras pessoas. Esse sentimento se aflora a cada aquisição, fazendo do homem mero consumidor e expositor de produtos.
 
Quando isso ocorre ficamos ativos, falantes, e com notável demonstração de prazer. Queremos na maioria das vezes partilhar esse sentimento com quem amamos e até usar o objeto-fruto da nossa satisfação como isca com o intuito de trazer para perto de nós alguém que de outra forma nunca conseguiríamos conquistar.
 
Envaidecidos pelo desejo de estar em evidência e iludidos pela auto-suficiência perdemos a racionalidade do compartilhamento das coisas, deixando para traz o nosso próximo, às vezes sem nada, como se ele não existisse. Esse espírito propulsor do mundo capitalista move violentamente todo sistema econômico transformando os homens em ferozes especuladores e os levando a viver de forma explosiva e egoísta, porque a ganância não os deixa viver em paz.
 
Em
meio à solidão, a alma se contrai na tentativa de fugir e se esconder desse mundo de desejos excessivamente material. Talvez a aorta -sua casa mãe-, já não sirva mais de invólucro. E, confusa por não saber lidar com tanta ganância, se encolhe num canto vazio do ventrículo, numa espera solitária e quase interminável.
 
Sem poder evidenciar seus sentimentos ela chora sozinha, mas só durante o sono da mente racional, pois essa acordada não a deixa chorar nem sorri. A racionalidade humana quase não chora nem sorri. É sisuda, e quer respostas concretas para suas indagações. Não vagueia no mundo dos sonhos coloridos, não perde tempo com sentimentos abstratos nem se propõem a amar. Apenas fica o momento conveniente, depois sai em busca de nova satisfação quase sempre egoísta, momentânea e às vezes insana.
 
Ao contrário da consciência racional, alma chora, sorri, sonha e vagueia no horizonte de cores que só ela pode ver. Seus desejos estão no emocional. É  lá que as flores desse jardim do amor se desabrocham, trazendo ao mundo do desamor o aroma suave muitas vezes não sentido pelo olfato inerte de quem vive apenas o material.
 
Nesse jardim é produzido o bálsamo que suaviza a dor dos humanos. Lá está o antídoto que neutraliza o veneno que ingerimos desse mundo material, onde o contentamento com as pequenas coisas é raridade, em meio às turbulências do materialismo e do capitalismo insano.
 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h15
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ADORANDO A DEUS OU A MAMOM

Acomodação do pensamento bem como sua indução a banalidade, é um mal que afeta violentamente a sociedade moderna nos seus fundamentos. Essa sociedade, depois de infectada pelo imediatismo e pelo fútil, passa a aceitar facilmente tudo que surge por esse caminho, sem os devidos cuidados com o questionamento crítico do que lhe é transmitido.

Estamos vivendo a geração do tudo pronto, ninguém se ocupa em remoer informações porque as coisas se apresentam remoídas pelo sistema de informação digital. Gastar neurônios tentando inventar é perda de tempo, dizem! O computador faz praticamente tudo! Esse comportamento altera a capacidade de imaginação, atrofia as ações da mente, reduzindo os homens a meros plagiadores das idéias de um pequeno grupo de pensadores que usam seus inventos com o intuito único do ganho.

Nesse caminho do tudo pronto o sistema religioso pegou carona com propostas que se assemelha aos outros sistemas, sendo diferente só no conteúdo que segundo dizem se chama Deus. Vários grupos estão oferecendo pacotes de bênçãos prontos como: sabonete do descarrego, sal groso, água do Jordão, foguearas santas e óleo ungido, nos quais dizem está à solução para todo tipo de problemas, entre eles os de ordem econômica e sentimental. Culpam os Demônios por essas mazelas, mas estabelecem certas quantias de dinheiro pela solução do problema.

A idéia de Deus está fundamentalmente inserida na mente humana desde a sua origem, o homem é religioso por essência e não pode fugir desse sentimento ainda que queira, porque ele vem impregnado na alma. A evidência disso está demonstrada nas manifestações do pensamento e nas reações do comportamento em cultuar a alguma divindade, ainda que de forma desorganizada.

Para que isso não ocorra sem organização, a divindade ou as divindades se manifestam trazendo formas litúrgicas de cultos, nos quais fica determinado um ritual de invocação, não podendo ser alterado sob pena de o adorador ser prejudicado naquilo que busca e até punido ou rejeitado pelo ser adorado.

As oferendas sempre estão presentes no altar, seja em forma de gratidão por graças recebidas, ou como libação sacrificial por pecados cometidos, ou ainda por imposição da divindade invocada, onde a oferenda se constitui em condição peculiar de sua manifestação no culto.


Isso ocorre com as organizações religiosas sem exceção, mudando apenas o modelo e as exigências vindas do mundo espiritual ou imaginário. Dessa forma, os homens se agrupam na busca de preencher suas necessidades e exercitar fé naquilo que julgam ser deus. Assim, a fé fica dividida em vários segmentos, sendo justificada por ambos os grupos com argumentações teológicas e filosóficas em várias formas de interpretação.

O Judaísmo usa o sacrifício de animais e oferendas de cereais nas suas liturgias, nelas está presente o cântico de adoração com louvores específicos para cada culto. Os salmos são exemplos desse tipo de sentimento, pois através deles cantam a tristeza às vezes melancólica, e a alegria com gritos de exaltação chegando nalguns casos ao êxtase.

Esse tipo de culto é adotado quase sempre nas outras religiões, com algumas modificações ora acentuadas ora leves, mas raramente os adoradores vêm de mãos vazias. É a oferta e sua qualidade que classificam o adorador quanto à adoração, nunca sua quantidade como querem muitas denominações religiosas. Deus não precisa de nada, pois é dono e Senhor absoluto de todas as coisas, se pede alguma coisa no culto o faz mais para testar o nosso comportamento como mordomos de seus bens e nunca por necessidade.

Hoje os Cristãos são avaliados pelo que têm e pelo que ofertam no culto. O Deus de Israel avaliava o ofertante pela qualidade da oferta provida de fé, como foi o caso de Caim e Abel (Gn, 4: 1-5) e nunca pela quantidade. Deus é auto-suficiente, não tendo, portanto necessidade de ciosa alguma. Quando pede alguma coisa como parte de adoração, o faz para testar a nossa generosidade e obediência. Esse clamor gritante por dinheiro praticado pelas Igrejas é fruto da ganância dos lideres religiosos que já fizeram do dinheiro o seu deus, que sucumbidos pela ganância, já recebem nesta vida o seu galardão.

 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h11
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ELOHIM: DEUS OU DEUSES?



“No princípio criou Deus os céus e a terra”. A palavra hebraica traduzida por Deus nesse texto é Elohim, e está no plural “Deuses”, não podendo do ponto de vista gramatical da língua, ser traduzida no singular, a não ser por conveniência teológica. Os tradutores da Bíblia viram nisso um grande perigo de interpretação, com fortes possibilidades de prosperar o politeísmo como formas única de culto e por isso fizeram a tradução no singular.

Explicar uma divindade composta se constituía em tarefa difícil para os rabinos e tradutores do texto sagrado. Apesar de terem indicações do Criador nesse sentido quando o mesmo deixou evidente nos termos “façamos o homem...” (Gênesis 1:26)  “Eis que o homem é como um de nós...” (Gênesis 3:22) “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua...” (Gênesis 11: 7). Com essas frases no plural fica evidenciado que o Deus criador tem uma forma compartilhada nas suas ações, com participação ativa de alguém com quem convive de forma tão harmoniosa que tanto pode ser chamado de “Elohim” Deuses, como de “Adonai” único Senhor.

Essa possibilidade de compreender Deus como unidade composta encontra explicação cientifica nas ciências naturais vejam:

A água é uma substancia composta por oxigênio e hidrogênio e se apresenta em três formas líquida sólida e gasosa, mas independente da forma em que esteja não deixa de ser água.

O fogo é a manifestação de três elementos: Calor, combustível e oxigênio. Não há fogo com a ausência de um desses elementos.

A luz é composta de três raios: Actínio, luminoso e calorífero, sem um dos três, não há luz.

No Evangelho segundo são João tem uma referência clara de um dos membros dessa unidade composta veja: No princípio era o verbo, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez (João 1: 1 2). O evangelista está falando de Jesus no seu estado eterno, e dá indicações de sua participação ativa na criação. Posteriormente Ele ora ao pai dizendo: E agora me glorifica tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela gloria que tinha contigo antes que o mundo existisse. Assim, fica evidente que Deus é uma divindade composta por essência como disse Jesus: “Eu e o Pai somos um”.

Os antigos gregos perceberam isso por intuição, e através do aprofundamento filosófico ampliaram várias possibilidades de adoração, buscando, sobretudo a proteção dos deuses. Porem não tiveram o devido critério na analise dessas divindades, e deixaram de perceber que as mesmas poderiam possuir forma única e composta ao mesmo tempo. Por esse motivo desenvolveram suas crenças em várias divindades, dando a cada uma delas nomes e lhes atribuíram poderes específicos.

Os judeus e os mulçumanos preferiram adorar o Deus único Adonai com poder absoluto de Onipotência, Onisciência e Onipresença. Porem ao revelar-se a Israel, essa divindade identificou-se com vários nomes como: Elohim, Deus criador. YHVH, o eterno, o que era o que é, e o que sempre serar. Adonai, Senhor absoluto de todas as coisas. El, Deus altíssimo ou que vem de cima. Cada um desses nomes está relacionado diretamente as ações desse Deus na sua relação com o homem e o universo.

O Cristianismo patrono de um novo conceito religioso também orienta a adoração ao único Deus, tendo Jesus como mediador de uma nova aliança da qual o homem depende incondicionalmente para ser salvo. Essa condição de salvador e mediador entre Deus e os homens foi reivindicada por Jesus conforme registro dos Evangelhos, e confirmada pela presença dinâmica do Espírito Santo quando em sua manifestação no pentecoste e no ceio da Igreja. Jesus não é um deus como querem algumas denominações religiosas, Ele é Deus, pois faz parte de uma divindade composta definida teologicamente por Trindade, com evidencias bastante convincentes tanto na revelação escrita, como pela experiência pessoal e experimental daqueles que decidiram exercer fé nesse Deus uno e trino.

 

 

 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h05
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ALIENAÇÃO: UM INSTRUMENTO RELIGIOSO

A religião tem inicio no instinto humano, ou seja, no medo da morte, e por conseqüência no culto às divindades, com o intuito de manter com elas um relacionamento que os permita alcançar os favores por elas prometidos.

Esse sentimento também atingiu a sociedade moderna, mas com menos rigor e influencia, tendo modificado sistemas e ritos nas leis religiosas atuais. Essa mesma religião que fundara as sociedades antigas e as governou por muito tempo, igualmente moldou a alma humana e emprestou ao homem o seu caráter, isso ficou infundido de tal forma, que em nome dos deuses muitos crimes foram cometidos sob a batida do “cetro” religioso.

A alienação religiosa como tal ocorre na esfera da consciência, da interioridade humana, todavia, tem seus reflexos na vida real, pois foi à religião independente de sua ramificação que formou nosso caráter, nossa sociedade e nossa economia, e até hoje somos alienados pela sociedade também alienada, não forçadamente, mas construídas através do tempo nos mais diversos moldes.

O que mantem as pessoas alienadas a religião é o medo e a dúvida, medo do inferno, medo dos espíritos que vagueiam em nosso espaço, ora agindo a favor, ora perseguindo e perturbando o núcleo social. Medo também de Deus, por entender ser Ele o ser supremo e detentor do controle da vida e de tudo que existe. Os templos, sinagogas e mesquitas vivem lotados em função disso, vão lá mais por medo do que por amor.

Os discursos litúrgicos possuem conteúdos ameaçadores, “quem desobedecer às regras fica vulnerável aos males e maldiçoes do devorador”. Com isso os alienados contribuem por medo ou por interesse de adquirir bens matérias prometidos como resultado da contribuição.

Os grupos religiosos brincam com malas de dinheiro, dinheiro arrancado dos fies sob pretexto da manutenção da casa de Deus. Os sucessivos escândalos dizem o contrario com provas autenticas de patrimônios em nome dos caciques detentores do monopólio da religião.



Escrito por João Gomes da Silva às 21h01
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NÃO ACREDITO QUE ESTAMOS SÓS

Considero a natureza uma das revelações perfeita do Deus Supremo. Mesmo sem fala e sem linguagem definida pela gramática das línguas existentes, ela exibe de forma clara, evidências de uma mente muito sábia por trás de cada ser criado, capaz de deixar emudecido, qualquer que se propuser questioná-la.

Entretanto, o Deus Criador não se limita a algumas formas de manifestações. Ele é múltiplo em suas ações. Se em algum momento se manifesta repetindo o modelo de aparição, nunca o faz por limitação de sua capacidade, e sim, para se adequar amorosamente a nossa, que por sinal, é muito pequena.

Por esse motivo, não acredito que Ele tenha criado um universo com tamanhas proporções, e escolhido só o planeta Terra para desenvolver nela, espécies com as quais se deleita e se aborrece de vez em quando.

Tenho percebido que nalguns casos Parece não fazer muita diferença para Ele quando suas criaturas estão nascendo ou morrendo. Esse conceito de vida e morte, alegria e tristeza, prazer e dor é próprio dos humanos. É o círculo da vida biológica com suas benesses e mazelas, que se constituem apenas numa extensão de uma outra vida que nos aguarda do outro lado com duração eterna.

Acredito que existam outras formas de vidas em outras galáxias com capacidade e formas diferentes da nossa. Algumas delas chamadas teologicamente de anjos já vieram até nós em forma humana. Por várias vezes a Bíblia registra suas aparições e comportamentos. Preferiram andar pelo deserto empoeirado mesmo podendo voar, dando a entender que queriam sentir o calor do solo e depois lavar os pés com água fresca. Comeram coalhada, leite e uma saborosa vitela com Abraão, numa demonstração de quem quer mesmo se relacionar com os humanos (Gn 18:1-8).

A ufologia, igualmente tem documentado fatos inegáveis de aparições de seres que parecem lutar na tentativa de se comunicar com os humanos. Quase sempre deixaram evidências e sinais de que querem nos ajudar.
A Bíblia não ocupa espaço amplo na sua mensagem com essas aparições, por entender que o assunto não está ligado diretamente ao plano de redenção da humanidade, mas dá toques sutis como querendo revelar muito particularmente uma verdade em alta especulação.

Na Carta do Apóstolo Paulo aos Colossenses (1: 19,20) aparece algo revelado sobre esse assunto com o seguinte teor: “porque foi do agrado do Pai que toda plenitude Nele (Jesus) habitasse, e que, havendo por Ele feito à paz, pelo sangue da sua cruz, por meio Dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas,   tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”. Que coisas são essas que precisavam de reconciliação nos céus por meio do sangue de Cristo? Acho que só há reconciliação quando alianças são quebradas.

Quando João Batista disse em seu sermão: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29), estava revelando o mesmo mistério. No original grego, mundo é kosmos,  universo, o que evidencia que o sacrifício realizado por Cristo é muito mais abrangente do que imaginamos. Essa revelação é especial e merece ser estudada com mais carinho e com a mente desprendida de pensamentos preconcebidos.



Escrito por João Gomes da Silva às 20h55
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DEUS: O NÚCLEO DA VIDA

Pensar na origem da vida e pesquisá-la é algo que a ciência biológica vem fazendo com muita eficácia, tendo em vista a complexidade que envolve o assunto. Mas apesar dos avanços empreendidos, muitas perguntas continuam sem respostas, pois até o momento, ainda não há nada que possa satisfazer por completo as indagações do ser humano nesse aspecto.

Entretanto, grandes nomes do mundo da ciência têm se debruçado na busca de algo que possa trazer luz ao assunto, mesmo que seja um pequeno raio pela fresta. Isso geraria certo conforto e daria ao homem a tranqüilidade tão desejada de saber de onde veio, por que está aqui e para onde vai?

Sondas são enviadas ao espaço, num mapeamento incansável na busca da origem do universo e da vida. Mas, nesse recuo do efeito para a causa, tudo que se tem encontrado pelo caminho são gelo, meteoros, buracos negros, poeiras cósmicas, estrelas morrendo, outras nascendo, luzes, galáxias e um universo que gira rumo ao nada pelo menos para nós, numa ilusão de ótica tão perfeita que ficamos  pensando que está tudo bem, e que é mesmo assim, como vemos e imaginamos.

Quem está por trás desse labirinto insondável da vida se mantém em silêncio, certamente por não dá para argumentar os mistérios existentes num universo tão grandioso, com criaturas tão pequenas como nós, portadoras de acentuada incapacidade de assimilação do que existe fora do nosso mundo existencial.

Todavia, o silêncio que o Arquiteto do Universo faz não é completo, pois não seria justo nem sábio da parte desse Ser Criador, manter suas criaturas na ignorância absoluta das coisas. Assim, amorosamente ou por motivos que ainda não conhecemos, Ele tem se revelado, usando para tal, meios que se harmonizem melhor à nossa capacidade  em todos os aspectos do nosso ser.

Quando Ele fala com alguém, sempre o faz na língua pátria da pessoa escolhida; quando quer ser visto, usa o antropomorfismo (forma humana) como modelo, pois sabe que em outra forma nos assustaria. Por causa disso, penso Nele parecido com a espécie humana quando está se revelando, e absolutamente diferente de tudo que conheço, ao se recolher à sua morada eterna. “Sua aparência era como uma pedra de jaspe e de sardônio”... (Ap 4: 2-5.)



Escrito por João Gomes da Silva às 20h49
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MULHER: REFLEXO DO AMOR

Através da história o mundo tem visto a mulher como objeto de procriação, razão secundária, conhecimentos e habilidades questionáveis e finalmente como fonte do prazer masculino na maioria das vezes egoísta, momentâneo e sem reciprocidade.

A ciência biológica diz que a mulher é portadora de menos neurônios que o homem, vejo nisso a tentação de querer colocá-la mais uma vez em desvantagem intelectual. Durante séculos ela foi privada de direitos elementares como: votar e ser votada, exercer certas profissões que julgavam ser adaptável somente aos homens como: dirigir, exercer a magistratura, servir as forças armadas e exercer atividades executivas na área empresarial.

A religião que se diz oriunda de Deus, tem sido também o instrumento usado por certos grupos religiosos para reprimir a mulher entre eles aparece mais acentuadamente: o judaísmo e o islamismo nos quais as mulheres nem sequer podem adorar ou cultuar junto com os homens. A bigamia é amplamente aceita entre eles, mas uma simples suspeita de infidelidade por parte da mulher, é morte certa por apedrejamento e o fazem em nome da religião.

A luz da Bíblia, a mulher não é um ser à parte, pois foi tirada do próprio homem. Feri-la nos seus direitos, é ferir a nós mesmos. Desrespeitá-la é agredir uma célula que saiu de nós e só é feliz quando acoplada no seu lugar de origem.

Rejeitá-la é lutar contra a própria natureza que a fez carne da mesma carne e ossos dos mesmos ossos e penso que nisso somos genéricos. Quando lhe aceitamos não estamos recebendo nada estranho ou de fora, mas simplesmente a encaixando no seu devido lugar o peito, com uma única razão: a de ser amada.

Chamá-la de doméstica é pejorativo, subestimar seus conhecimentos é ignorar a virtude em ação, tratá-la com agressividade é bestial, pensar em usá-la é insensatez, pois nesse jogo da vida somos nós os homens que sem perceber nos entregamos ao mais nobre dos sentimentos: o de ser amado, usado e possuídos por ela.
 

 



Escrito por João Gomes da Silva às 20h45
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ORAÇÃO DE UM CONDENADO

(Lc 16: 19-3).

No texto em referência, temos o registro de uma história contada por Jesus que merece nossa atenção especial, por se tratar da vida após a morte. Nela alguns acreditam se tratar de uma parábola, mas se olharmos com a devida atenção que  a hermenêutica nos impõem, logo veremos no verbo haver “havia um homem rico” constante logo no inicio,que se trata de uma história real, com começo meio e fim.

Temos naquela narrativa, uma das maiores revelações da vida após a morte feita por Jesus,  com detalhes de uma existência consciente tanto dos que estão ao lado de Deus, como dos que se encontram em estado de separação e castigo. Muitos não acreditam nesse lugar de tormentas, e por causa disso, vivem de forma inadvertida como se a vida se restringisse a essa passagem rápida por aqui. Alguns são despertados tarde demais, outros têm a felicidade de ouvir o aviso divino e são salvos como que arrebatados do fogo, todavia  tal qual os trabalhadores da parábola da vinha, receberão a benção do Senhor, mesmo tendo chegado na última hora.

Vejam em detalhes alguns aspectos da vida no hades detalhados nessa história:

 E no Hades....
 
Estando atormentado....

Viu ao longe Lázaro no....
 
Reconheceu o ex-mendigo lázaro...
 
Implorou socorro, o mínimo possível....

Teve a oração rejeitada...
Apela a favor de seus irmãos dando inclusive o número deles.(05)...demonstrando com isso o estado de consciência absoluta que se tem após a morte.
Teve a oração rejeitada novamente. E uma explicação do porque da rejeição.

Ao instituir a Igreja, o Senhor Jesus entregou a ela o ministério da reconciliação, dando-lhe as chaves do reino dos, e adicionado a isso Ele diz: “e as portas do inferno não prevalecerão contra a minha igreja”. Não há nada mais gratificante nesta vida, nem proporcionadora de motivos para a nossa felicidade do que termos a certeza da vida eterna que nos aguarda ao lado de Jesus. Isso gera a paz tão almejada, e nos faz dormir, não o sono da ociosidade, mas aquele de alguém que sabe com certeza absoluta, que está dormindo nos braços do Pai.



Escrito por João Gomes da Silva às 20h39
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