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GURUPI GOSPEL
 


FRATERNAL DE OBREIROS EM RONDÔNIA

Nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus Central de Porto Velho, presidida pelo pastor Antônio Cardoso de Oliveira Baltazar, promoveu um dos mais movimentados eventos da comunidade evangélica daquele Estado. Trata-se da Fraternal de Obreiros, que este ano contou com a minha participação como preletor e onde abordei o tema "O Ministério Conforme o Dom de Deus", e aproveitei também para   fazer o lançamento  de dois livros meus: "O Clonador" e "O Oásis e as Serpentes".

O evento reuniu a  comunidade evangélica de 50 congregações ligadas ao campo da igreja matriz da Assembléia de Deus. Durante os três dias do evento aconteceu a transferência e consagrações de obreiros, diáconos, diaconisas, auxiliares e presbíteros, bem como o batismo em águas de vários candidatos que efetivamente se tornaram membros do Corpo de Cristo.

Confira as fotos do evento acessando os links abaixo:

http://adportovelho.com.br/index.php?option=com_zoom&Itemid=35&catid=12

http://adportovelho.com.br/index.php?option=com_zoom&Itemid=35&catid=11

 

 



Escrito por João Gomes da Silva às 12h29
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QUANDO A IGREJA DESENHOU DEUS

 

 

 

Falar de Deus ou apresentá-lo nos discursos litúrgicos dentro da visão oficial da religião já não fascina tanto os ouvintes, pois a igreja se encarregou de desenhar um deus bem conveniente, num modelo onde os seus seguidores pudessem sentir nele uma identificação perfeita inclusive na cor.

 

Daí já não causa mais surpresas nem espécie à aparência das divindades que nos são mostradas nos desenhos animados da televisão, nos quadros pintados pelos escultores da idade média, nos filmes produzido pelos cineastas de cultura ariana, na vasta literatura sacra e outros, onde a cor da pele, dos olhos, cabelos e aspecto físico avantajado se constituem na base racial do mundo da religião.

 

Lá está Deus, descrito como um ancião alto, branco, de barba e cabelos longos e brancos. Igualmente, Jesus aparece com as mesmas descrições, olhos azuis, cabelos longos e cacheados de cor marrom–clara. Um Cristo estrategicamente pintado com característica européia. Os anjos esculpidos por Michelangelo seguem a mesma visão, são gordinhos, bochechudos, pele branca e tão rosada que não deixa dúvidas de que também são mesmo anjos europeus.

 

Foi essa a imagem divina que nos foi transmitida quando da colonização portuguesa, depois pelos missionários americanos e ingleses. Isso está presente em todos os altares e credos, mesmo nas religiões monoteístas onde suas revistinhas infantis trazem em seus quadrinhos, desenhos no mesmo modelo da visão do catolicismo, e duvido que alguém possa imaginar os seres celestiais de outra forma.

 

Todavia o Diabo é descrito como sendo preto, com rabo e chifres, tendo na mão um garfo gigante com o qual atormenta suas vítimas. Seus anjos também são apresentados pela a arte sacra com aparência repugnante, porque foi assim que a igreja os pintou, e isso ficou impregnado em nossa mente de tal forma  que quando alguém tem alguma visão ou sonho com algum ser do mundo espiritual, os mesmos são vistos na forma descrita pela igreja.

 

Fiquei sabendo de uma comunidade japonesa convertida ao cristianismo, que seus membros pintaram um Cristo de olhos bem apertadinho tipicamente japonês. Na África algumas tribos só aceitaram o Evangelho depois que os missionários pintaram um Jesus de cor preta, pois os nativos não conseguiam imaginar um Cristo com aparência ariana depois das injustiças sofridas durante vários anos de dominação por esse povo.

 

No Estado do maranhão, mas especificamente na cidade de Pedreiras minha terra natal, o padroeiro da cidade é são Benedito, um santo preto, bem pretinho. Está lá a pedido dos quilombolas da região que insatisfeitos com os santos brancos da religião católica, exigiram um santo preto com o qual pudessem se identificar no ato da adoração. Conheço várias estórias daquele santo, como: milagreiro, e até fujão quando descontente com alguns adoradores.

 

Na minha infância vi os negros do povoado potozim e pau-real, passarem com esse santo em procissão, algumas vezes alegando que ele tinha fugido para outra região e estava numa outra capela. Na verdade havia a cultura de que na falta de chuvas se devia roubar um santo para que as chuvas voltassem a cair, e isso acontecia com freqüência, esse santo nunca saiu do seu lugar por conta própria.

 

Mas as divindades propostas pelo sistema oficial da religião também incorporam um caráter bem típico de cada época e de cada região. E aqui não se pode criar exceção, pois o Judaísmo, o Islamismo e também o Cristianismo não são diferentes nesse aspecto. Na religião judaica defensora do sistema de governo monárquico, Deus é descrito como rei, tem trono e tronos para os seus súditos, um cetro na mão, e milícias de anjos ao seu serviço, ora para proteger seus servos, ora para matar os inimigos dos seus servos como ocorreu no Egito. Esse Deus criou um céu de glória para os seus escolhidos, e um inferno de fogo para os seus desafetos e ponto final.

 

O Islã tem um Deus misericordioso, justo, porém vingativo, apesar de sua misericórdia infinita, manda matar decapitado os inimigos dos guerreiros de Alá, o que eles fazem com cânticos de adoração, e aos matadores oferece um paraíso com água cristalina, doces tâmaras e muita sombra com algumas donzelas para confortá-los. Essa promessa é encantadora para quem mora no deserto.

 

O Cristianismo professado por diversos credos é igualmente perverso em várias ações, quem não se lembra da santa inquisição, e dos 900 mil mortos em duzentos anos de existência desse tribunal maligno? Ali as grandes descobertas intelectuais eram reprimidas pela religião, vitimando grandes gênios da nossa história e suplantando a liberdade intelectual, fruto único do desenvolvimento de qualquer povo.

 

Hoje somos bombardeados todos os dias por grupos religiosos nos propondo um deus capitalista e barganhador, se você doar algum bem a esse deus se candidata a receber as benções solicitadas, se não, vai ficar na miséria pelo resto da vida. Movidos pelo desejo excessivo do “ter” milhares estão entrando por esse caminho onde os sentimentos nobres da espiritualidade ficam renegados a planos posteriores e talvez nem isso.

 

Envergonho-me e fico temeroso quando vejo essa tendência capitalista da religião rodeando todos nós, não tenho pra onde fugir! Todos os credos estão infectados. Só me resta o isolamento como refúgio, e talvez buscar em Deus um lugar na IGREJA INVISIVEL, lugar onde essas aves de rapina não podem ir. Que nesses dias de trevas espirituais Deus tenha misericórdias de todos nós pobres criaturas, e nos der escape desses abutres da religião, que em nome de Deus estão construindo patrimônios materiais,carregando malas de dinheiro, numa ganância de assustar quem deseja morar no céu, mas o juízo de Deus virá sobre eles e não tardará.     

 

   

 

 

                                                       



Escrito por João Gomes da Silva às 12h11
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VESTÍGIOS DE UMA REVELAÇÃO

 

                                                                                      

O nascimento de Jesus celebrou um novo marco na história da humanidade, selou um novo pacto entre Deus e o homem restaurando alianças rompidas no jardim do Edem quando o homem pecou. Sua manifestação humanizada ao nosso planeta se constituiu no maior evento já ocorrido entre os humanos, e tem abrangência cósmica, pois apesar de Jesus haver escolhido o nosso espaço habitacional para iniciar sua missão, o seu sacrifício alcançou outros espaços cosmológicos igualmente carentes de Deus.

 

Apesar da bíblia não priorizar na sua revelação questões de ordem científica, não deixa de dar toques sutis com relação a isso, mas tão sutis que somente os que se propõem a pesquisar o assunto mais profundamente conseguem encontrar vestígios dessa revelação. Isso demanda certo conhecimento das línguas originais em que a bíblia foi escrita, pois as traduções para outras línguas, especialmente a portuguesa, forçaram o tradutor a substituir palavras perfeitas por outras com equivalência distante e na maioria das vezes infiéis aos originais. Um bom exemplo dessa afirmativa é a palavra neve encontrada no texto de Isaias 1:18, que foi substituída por poupa de coco em algumas traduções da língua africana, pois os nativos que ali vivem não conhecem neve, o que certamente dificultaria o entendimento do texto bíblico.

 

Quando João Batista evocou a célebre expressão: “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1: 29) deu aos seus ouvintes de línguas hebraica e grega uma dimensão gigantesca do poder reconciliador efetuado por Cristo ao realizar seu sacrifício vicário na cruz.

 

O apostolo Paulo na sua carta aos Colossenses (1: 19 20), afirma: “porque foi do agrado do Pai que toda plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pele sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”.

 

 

Por inferência entendemos que só existe reconciliação onde antes houve rompimento de relações amigáveis, e isso somente ocorre entre partes inteligentes e racionais, logicamente providos de sentimentos. Aqui aparece o termo reconciliar como forma de perdão, pacto, fazer convergir ou congregar em Cristo Todas as coisas, Ef 1: 10. O Apostolo ainda acrescenta quando diz: “tanto as que estão na Terra, como as que estão nos céus”.

 

Há que se observar que a palavra céu aqui se apresenta no plural, com o mesmo sentido de cosmos ou universo. Não é o caso de Terra, como erroneamente pregam os que limitam a isso o magnífico sacrifício de Jesus.

 

Deus escolheu o planeta Terra como palco de uma ação com abrangência cosmológica. Enviou-nos seu Filho, mensageiro fiel de sua vontade. Fez isso porque aqui estava a base da maior transgressão entre o bem e o mal. Além de se encontrar inserida nesse palco, uma de suas criaturas por quem desperta grande amor - o ser humano -, sem descartar outras, espalhadas por esse universo infinito.

 

Essas criaturas estão por aí, com aparência, comportamento e inteligência especifica. Todas dependentes da misericórdia de Deus, e de Cristo a quem se rendem em adoração.

 

Por derradeiro, é muito oportuno lembrarmos a carta de Paulo aos Filipenses, cujo  trecho diz o seguinte: “... Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra”.(Fil.2: 9 a 11)



Escrito por João Gomes da Silva às 12h04
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