Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Blog de Zacarias Martins
 Blog de Ednea Rezende
 Site do Dr. Arimatéia Macêdo
 Assembléia de Deus de Porto Velho
 Ana Márcia




GURUPI GOSPEL
 


Blog de João Gomes da Silva



João Gomes da Silva é teólogo, escritor, Ministro do Evangelho, conferencista e professor de várias matérias teológicas. Lecionou Bibliologia e os cursos, básico e médio em Teologia do Seminário por Extensão do Ministério Fama, com sede em Goiânia/GO. É responsável no Estado do Tocantins pela coordenação do
Seminário Teológico Paulo Leivas Macalão, com sede em Brasília/DF. No campo literário autor dos livros "Passa de mim este cálice", (1999) e que teve 2ª edição em 2003;
"As duas faces da religião" (2003); "O oásis e as serpentes" (2005) e "O Clonador" (2006). Todos seus livros são de cunho teológico. Em 2006 teve o seu texto "Com medo de Deus" inserido na antologia literária nacional " Novos Talentos da Crônica Brasileira", editada pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE), do Rio de Janeiro. É orador oficial da Academia Gurupiense de Letras, onde também ocupa a Cadeira 21.

Contatos:
Caixa Postal 35
CEP: 77413-190 - Gurupi - TO.
E-mail:
revjoaogomes@gmail.com


Escrito por João Gomes da Silva às 21h51
[] [envie esta mensagem
] []





UM SOPRO DIVINO

João Gomes da Silva

Por que qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está?... (I Coríntios 2: 11...) Com essas palavras o apóstolo Paulo revela uma das principais doutrinas do cristianismo: a existência da alma humana inteligente. A composição do ser humano na sua expressividade maior é bastante complexa, isso porque fomos constituídos de natureza racional e sensitiva, as quais têm em si mesmas, a capacidade de promover em nós várias ações nos mais diversos moldes do comportamento humano.

Nessa passagem curta da vida aqui, temos entrelaçado a nossa existência material essa força sensorial abstrata que nos coloca em movimentos diversos a nos conduzir por caminhos às vezes desconhecidos da racionalidade humana. Essa força que se convencionou charmar de alma concentra-se na interioridade do ser humano, colocando ação aos nossos sentidos e instintos, por meio da qual nos torna capazes de construirmos e interagirmos todas as relações ao nosso redor.

Não é possível se pensar no ser humano dissociado da ação interior da alma. É ela que nos mantém ativos e nos orienta mesmo quando somos desprovidos de conhecimentos científicos, cujas ações são metódicas e extremamente racionais. Possui sua base no que é sólido e palpável, concentra-se na intelectualidade crítica e nunca trilha pelo caminho das emoções.

Ao contrário da mente racional, a alma nem sempre calcula suas ações. Veio para viver a vida na sua forma simples de ser e quase sempre se entrega as emoções. Às vezes chora, sorrir e canta suas canções nem sempre melodiosas, mas cheia de graça. Cria cores, faz nascer as flores do nosso jardim mesmo quando estamos no deserto. Detesta a amargura, pois gosta mesmo é de amar e ser feliz.

Quando por circunstâncias adversas tem que sofrer alguma dor, luta contra isso, e, se não consegue evitar, recolhe-se quase sempre solitária, pois dificilmente encontra alguém do mundo material com quem possa compartilhar seus sentimentos.

Ah! Tem um caminho geralmente trilhado por ela: isso ocorre quando as aflições batem de forma violenta à sua porta. Atônita pela a ameaça de sofrimento olha para todos os lados e, encurralada pelo dilema das decisões, direciona o olhar para cima. E na certeza do refúgio no seu criador do qual é sopro existencial grita por socorro e, geralmente, é socorrida. (Salmos 40: 1).

Todavia, mesmo vivendo alguns encantos dessa curta vida biológica, seu maior anelo é voltar para dentro de Deus, pois é sopro seu; vida inerente dele; partícula que saiu do seu interior por um tempo apenas e que só será feliz quando retornar ao seu núcleo onde viverá eternamente, vez que o próprio Deus ficou triste em havê-la doada ao homem.

Por derradeiro, é oportuno lembrarmos as palavras sábais de Salomão: "E o pó volte à terra como era, e o Espírito volte a Deus, que o deu". (Eclesiastes 12: 7.)



Escrito por João Gomes da Silva às 11h13
[] [envie esta mensagem
] []





IGREJA OU INSTITUIÇÃO ECONÔMICA?


Toda instituição organizada, independente de sua finalidade deve ter nas suas bases de funcionamento um estatuto. Esse caderno instuticional deve possuir no seu conteúdo os princípios que norteiam os rumos tanto da organização como daqueles que na qualidade de membro ativos têm o dever de contribuir com parte de suas rendas para o bom funcionamento da instituição.

Isso é regra nas ONGs e associações dos mais diversos ramos das relações humanas. E aqui não pode ficar de fora a Igreja, que na condição de instituição religiosa tem como função primordial o bem comum, visando sempre à elevação espiritual e moral do individuo, por cuja razão não deixa de ter o dinheiro como base de sua funcionalidade nas suas ações litúrgicas e sociais.

Todavia essa relação econômica – religiosa tem na bíblia sua forma disciplinar de funcionamento, é ela a cartilha maior e insubstituível nas relações da igreja em todos os aspectos, devendo ser obedecida na sua totalidade e não de forma conveniente, como se tem visto quando se trata de finanças.

Os líderes religiosos têm como texto áureo financeiro o livro do profeta Malaquias 3: 10 p "a", que diz: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa... Depois mostram a ação do devorador contra os não dizimistas. São eficientes na exposição desse texto, mas nunca citam os que mostram o peregrino, o órfão e a viúva como co-participantes legal no consumo do dízimo.

É evidente que o chamamento divino nesse texto tem suas razões; os Israelitas haviam se esquecido dos cuidados com a tribo sacerdotal (os levitas) que em função do ministério não ganharam possessão na divisão da terra prometida. Legalmente deveriam ser sustentados de forma digna pela as outras tribos conforme determinação divina em Deuteronômio 14: 27-29.

Alem dos Levitas, (tribo sacerdotal), Deus havia estendido essa lei que cuidadosamente a chamo de "lei da mesa farta" ao estrangeiro ou peregrino, ao órfão e a viúva como diz o texto bíblico: Não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; então virá o levita, que nem parte nem herança têm contigo, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão até se fartarem; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra que tuas mãos fizerem.

Essa "lei do altar" tem sua expressividade no novo testamento. Paulo diz em sua segunda carta a Timóteo 2: 4. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra. Paulo faz aqui uma ilustração da vida militar, cuja disciplina não permite envolvimentos com atividades que embaracem o serviço, e assim compara aqueles que se alistam para o serviço do reino de Deus, chamando-os para o envolvimento exclusivo com a missão para a qual foram chamados.

O apóstolo pergunta: _ Quem milita a sua própria custa? I Coríntios 9: 7, e diz: quem apascenta o gado deve comer do seu leite. E conclui reafirmando o que dissera Jesus: aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho. Vs 14.

Mas viver do Evangelho conforme o preceito bíblico compreende os cuidados essenciais com a manutenção do ministro e de sua família, Levítico 7: 31. Nunca esteve incluída nessa ordenança ministerial a aquisição de fazendas, frota de carros para exploração comercial, compra de hotéis fazenda, de emissoras de rádio e televisão, de carro de luxo só para hobby. Malas de dinheiro para pagamento de funcionários de empresas comerciais, e muitas outras coisas imorais feitas com o dinheiro da religião.

Qual a base bíblica que o Vaticano tem para gastar milhões de dólares em indenizações judiciais às vítimas dos crimes de pedofilia cometidos pelos seus sacerdotes? Esses pedófilos deviam ir para a cadeia e pagar suas imoralidades com pena de reclusão, não com o dinheiro sagrado. Se é que é sagrado!

Quem autoriza as facções islâmicas patrocinar atentados suicidas com o dinheiro da religião? E quem ordenou a alguns ministros do evangelho espalhados por esse mundo à fora, fazer farra com o dinheiro dos fiéis? Dinheiro tirado na sua grande maioria de pessoas pobres, que dizimam por amor a obra, e muitas vezes temendo as ameaças do devorador.

Particularmente, não intencionamos  desencorajar nenhum fiel de qualquer credo religioso a deixar de cumprir seu dever de contribuinte, mas não deixa de ser lamentável que alguns não possuem fé e conhecimento suficientes para suportar esses escândalos econômicos da religião. Não se sabe, ainda, que comportamento terão ao ver seus dirigentes na cadeia ou na mira da polícia, não por amor a Cristo como querem fazer parecer, mas por corrupção, um ato que envergonha até os que não têm compromisso com o evangelho.



Escrito por João Gomes da Silva às 11h06
[] [envie esta mensagem
] []





FRATERNAL DE OBREIROS EM RONDÔNIA

Nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus Central de Porto Velho, presidida pelo pastor Antônio Cardoso de Oliveira Baltazar, promoveu um dos mais movimentados eventos da comunidade evangélica daquele Estado. Trata-se da Fraternal de Obreiros, que este ano contou com a minha participação como preletor e onde abordei o tema "O Ministério Conforme o Dom de Deus", e aproveitei também para   fazer o lançamento  de dois livros meus: "O Clonador" e "O Oásis e as Serpentes".

O evento reuniu a  comunidade evangélica de 50 congregações ligadas ao campo da igreja matriz da Assembléia de Deus. Durante os três dias do evento aconteceu a transferência e consagrações de obreiros, diáconos, diaconisas, auxiliares e presbíteros, bem como o batismo em águas de vários candidatos que efetivamente se tornaram membros do Corpo de Cristo.

Confira as fotos do evento acessando os links abaixo:

http://adportovelho.com.br/index.php?option=com_zoom&Itemid=35&catid=12

http://adportovelho.com.br/index.php?option=com_zoom&Itemid=35&catid=11

 

 



Escrito por João Gomes da Silva às 12h29
[] [envie esta mensagem
] []





QUANDO A IGREJA DESENHOU DEUS

 

 

 

Falar de Deus ou apresentá-lo nos discursos litúrgicos dentro da visão oficial da religião já não fascina tanto os ouvintes, pois a igreja se encarregou de desenhar um deus bem conveniente, num modelo onde os seus seguidores pudessem sentir nele uma identificação perfeita inclusive na cor.

 

Daí já não causa mais surpresas nem espécie à aparência das divindades que nos são mostradas nos desenhos animados da televisão, nos quadros pintados pelos escultores da idade média, nos filmes produzido pelos cineastas de cultura ariana, na vasta literatura sacra e outros, onde a cor da pele, dos olhos, cabelos e aspecto físico avantajado se constituem na base racial do mundo da religião.

 

Lá está Deus, descrito como um ancião alto, branco, de barba e cabelos longos e brancos. Igualmente, Jesus aparece com as mesmas descrições, olhos azuis, cabelos longos e cacheados de cor marrom–clara. Um Cristo estrategicamente pintado com característica européia. Os anjos esculpidos por Michelangelo seguem a mesma visão, são gordinhos, bochechudos, pele branca e tão rosada que não deixa dúvidas de que também são mesmo anjos europeus.

 

Foi essa a imagem divina que nos foi transmitida quando da colonização portuguesa, depois pelos missionários americanos e ingleses. Isso está presente em todos os altares e credos, mesmo nas religiões monoteístas onde suas revistinhas infantis trazem em seus quadrinhos, desenhos no mesmo modelo da visão do catolicismo, e duvido que alguém possa imaginar os seres celestiais de outra forma.

 

Todavia o Diabo é descrito como sendo preto, com rabo e chifres, tendo na mão um garfo gigante com o qual atormenta suas vítimas. Seus anjos também são apresentados pela a arte sacra com aparência repugnante, porque foi assim que a igreja os pintou, e isso ficou impregnado em nossa mente de tal forma  que quando alguém tem alguma visão ou sonho com algum ser do mundo espiritual, os mesmos são vistos na forma descrita pela igreja.

 

Fiquei sabendo de uma comunidade japonesa convertida ao cristianismo, que seus membros pintaram um Cristo de olhos bem apertadinho tipicamente japonês. Na África algumas tribos só aceitaram o Evangelho depois que os missionários pintaram um Jesus de cor preta, pois os nativos não conseguiam imaginar um Cristo com aparência ariana depois das injustiças sofridas durante vários anos de dominação por esse povo.

 

No Estado do maranhão, mas especificamente na cidade de Pedreiras minha terra natal, o padroeiro da cidade é são Benedito, um santo preto, bem pretinho. Está lá a pedido dos quilombolas da região que insatisfeitos com os santos brancos da religião católica, exigiram um santo preto com o qual pudessem se identificar no ato da adoração. Conheço várias estórias daquele santo, como: milagreiro, e até fujão quando descontente com alguns adoradores.

 

Na minha infância vi os negros do povoado potozim e pau-real, passarem com esse santo em procissão, algumas vezes alegando que ele tinha fugido para outra região e estava numa outra capela. Na verdade havia a cultura de que na falta de chuvas se devia roubar um santo para que as chuvas voltassem a cair, e isso acontecia com freqüência, esse santo nunca saiu do seu lugar por conta própria.

 

Mas as divindades propostas pelo sistema oficial da religião também incorporam um caráter bem típico de cada época e de cada região. E aqui não se pode criar exceção, pois o Judaísmo, o Islamismo e também o Cristianismo não são diferentes nesse aspecto. Na religião judaica defensora do sistema de governo monárquico, Deus é descrito como rei, tem trono e tronos para os seus súditos, um cetro na mão, e milícias de anjos ao seu serviço, ora para proteger seus servos, ora para matar os inimigos dos seus servos como ocorreu no Egito. Esse Deus criou um céu de glória para os seus escolhidos, e um inferno de fogo para os seus desafetos e ponto final.

 

O Islã tem um Deus misericordioso, justo, porém vingativo, apesar de sua misericórdia infinita, manda matar decapitado os inimigos dos guerreiros de Alá, o que eles fazem com cânticos de adoração, e aos matadores oferece um paraíso com água cristalina, doces tâmaras e muita sombra com algumas donzelas para confortá-los. Essa promessa é encantadora para quem mora no deserto.

 

O Cristianismo professado por diversos credos é igualmente perverso em várias ações, quem não se lembra da santa inquisição, e dos 900 mil mortos em duzentos anos de existência desse tribunal maligno? Ali as grandes descobertas intelectuais eram reprimidas pela religião, vitimando grandes gênios da nossa história e suplantando a liberdade intelectual, fruto único do desenvolvimento de qualquer povo.

 

Hoje somos bombardeados todos os dias por grupos religiosos nos propondo um deus capitalista e barganhador, se você doar algum bem a esse deus se candidata a receber as benções solicitadas, se não, vai ficar na miséria pelo resto da vida. Movidos pelo desejo excessivo do “ter” milhares estão entrando por esse caminho onde os sentimentos nobres da espiritualidade ficam renegados a planos posteriores e talvez nem isso.

 

Envergonho-me e fico temeroso quando vejo essa tendência capitalista da religião rodeando todos nós, não tenho pra onde fugir! Todos os credos estão infectados. Só me resta o isolamento como refúgio, e talvez buscar em Deus um lugar na IGREJA INVISIVEL, lugar onde essas aves de rapina não podem ir. Que nesses dias de trevas espirituais Deus tenha misericórdias de todos nós pobres criaturas, e nos der escape desses abutres da religião, que em nome de Deus estão construindo patrimônios materiais,carregando malas de dinheiro, numa ganância de assustar quem deseja morar no céu, mas o juízo de Deus virá sobre eles e não tardará.     

 

   

 

 

                                                       



Escrito por João Gomes da Silva às 12h11
[] [envie esta mensagem
] []





VESTÍGIOS DE UMA REVELAÇÃO

 

                                                                                      

O nascimento de Jesus celebrou um novo marco na história da humanidade, selou um novo pacto entre Deus e o homem restaurando alianças rompidas no jardim do Edem quando o homem pecou. Sua manifestação humanizada ao nosso planeta se constituiu no maior evento já ocorrido entre os humanos, e tem abrangência cósmica, pois apesar de Jesus haver escolhido o nosso espaço habitacional para iniciar sua missão, o seu sacrifício alcançou outros espaços cosmológicos igualmente carentes de Deus.

 

Apesar da bíblia não priorizar na sua revelação questões de ordem científica, não deixa de dar toques sutis com relação a isso, mas tão sutis que somente os que se propõem a pesquisar o assunto mais profundamente conseguem encontrar vestígios dessa revelação. Isso demanda certo conhecimento das línguas originais em que a bíblia foi escrita, pois as traduções para outras línguas, especialmente a portuguesa, forçaram o tradutor a substituir palavras perfeitas por outras com equivalência distante e na maioria das vezes infiéis aos originais. Um bom exemplo dessa afirmativa é a palavra neve encontrada no texto de Isaias 1:18, que foi substituída por poupa de coco em algumas traduções da língua africana, pois os nativos que ali vivem não conhecem neve, o que certamente dificultaria o entendimento do texto bíblico.

 

Quando João Batista evocou a célebre expressão: “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1: 29) deu aos seus ouvintes de línguas hebraica e grega uma dimensão gigantesca do poder reconciliador efetuado por Cristo ao realizar seu sacrifício vicário na cruz.

 

O apostolo Paulo na sua carta aos Colossenses (1: 19 20), afirma: “porque foi do agrado do Pai que toda plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pele sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”.

 

 

Por inferência entendemos que só existe reconciliação onde antes houve rompimento de relações amigáveis, e isso somente ocorre entre partes inteligentes e racionais, logicamente providos de sentimentos. Aqui aparece o termo reconciliar como forma de perdão, pacto, fazer convergir ou congregar em Cristo Todas as coisas, Ef 1: 10. O Apostolo ainda acrescenta quando diz: “tanto as que estão na Terra, como as que estão nos céus”.

 

Há que se observar que a palavra céu aqui se apresenta no plural, com o mesmo sentido de cosmos ou universo. Não é o caso de Terra, como erroneamente pregam os que limitam a isso o magnífico sacrifício de Jesus.

 

Deus escolheu o planeta Terra como palco de uma ação com abrangência cosmológica. Enviou-nos seu Filho, mensageiro fiel de sua vontade. Fez isso porque aqui estava a base da maior transgressão entre o bem e o mal. Além de se encontrar inserida nesse palco, uma de suas criaturas por quem desperta grande amor - o ser humano -, sem descartar outras, espalhadas por esse universo infinito.

 

Essas criaturas estão por aí, com aparência, comportamento e inteligência especifica. Todas dependentes da misericórdia de Deus, e de Cristo a quem se rendem em adoração.

 

Por derradeiro, é muito oportuno lembrarmos a carta de Paulo aos Filipenses, cujo  trecho diz o seguinte: “... Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra”.(Fil.2: 9 a 11)



Escrito por João Gomes da Silva às 12h04
[] [envie esta mensagem
] []






 

A CLONAGEM SOB O PONTO DE VISTA TEOLÓGICO

Por Zacarias Martins

 

                                                

 

                                                                    

Procurar na origem da vida e pesquisá-la é algo que a ciência biológica vem fazendo com muita eficácia nos últimos tempos, principalmente, em vista da complexidade que envolve essa temática. E apesar dos avanços empreendidos, muitas perguntas ainda continuam sem respostas, pois até o momento não surgiu algo que pudesse satisfazer por completo as indagações do ser humano nesse aspecto.

Esses e outros assuntos correlatos são abordados com muita propriedade pelo escritor e teólogo João Gomes da Silva(foto), em seu livro
"O Clonador"
(76 pág. Editora Veloso, de Gurupi, no Estado de Tocantins), ressaltando que grandes nomes do mundo da ciência têm se debruçado na busca de algo que possa trazer luz ao assunto, mesmo que seja um pequeno raio pela fresta. "Isso geraria certo conforto e daria ao homem a tranqüilidade tão desejada de saber de onde veio, por que está aqui e para onde vai?", explica o autor.

Para João Gomes quem está por trás do labirinto insondável da vida se mantém em silêncio, pois não dá para argumentar os mistérios existentes num universo tão grandioso e ao mesmo tempo habitado por criaturas tão pequenas como o ser humano, portadoras de acentuada incapacidade de assimilação do que existe fora do nosso mundo existencial.


O autor acredita que o silêncio que o Arquiteto do Universo faz não é completo, pois não seria justo nem sábio da parte desse Ser Criador, manter suas criaturas na ignorância absoluta das coisas. "Assim, amorosamente ou por motivos que ainda não conhecemos, Ele tem se revelado, usando para tal, meios que se harmonizam melhor à nossa capacidade em todos os aspectos do nosso ser", observa.




Escrito por João Gomes da Silva às 21h25
[] [envie esta mensagem
] []





Só Jesus acalma a tempestade

 

Quando o Senhor Jesus esteve humanizado viveu todas as experiências da vida humana sem se deixar intimidar e nem perder seu lado divino que, em certas ocasiões, se manifestava com demonstrações claras de que Ele era homem, mas também era Deus.

 

Num desses episódios os discípulos de Jesus estavam atravessando o mar. Era noite e o barco deles estava no meio do mar. De repente começou uma tempestade que açoitava violentamente o barco. Jesus estava ali perto, num monte onde costumava orar. Já era madrugada e percebendo a aflição dos seus discípulos  foi ter com eles andando por cima das águas.

Os discípulos estavam assustados quando de repente viram alguém andando por sobre as águas. A princípio não identificaram quem era. Acharam que era um fantasma (segundo suas crenças). E em função disso começaram a gritar com medo, pois nunca tinham visto algo semelhante. Porém logo ouviram a meiga voz do mestre que disse:       " - Sou Eu, não tenhais medo, tende bom ânimo!".

O apóstolo Pedro, homem de temperamento forte e muito afoito, apressou-se e disse: " - Mestre se realmente és tu, permita que eu vá a teu encontro andando sobre as águas!".

O Mestre respondeu: “- Vem!

E imediatamente Pedro pisou nas  águas e começou a caminhar em direção a Jesus, tendo as águas solidificadas sob seus pés.   

De repente o vento forte  começou a bater em Pedro. Com medo ele desviou seu olhar do Mestre e olhou para o mar e então começou a afundar. Vendo que ia perecer gritou: "- Salva-me, Senhor!", e Jesus tomando-o pela mão o censurou pela falta de fé dizendo: " - Por que duvidaste?"

 

A vida nos reserva muitas tempestades e, às vezes, como os discípulos, começamos a gritar sem saber ao certo a que rumo haveremos de tomar. Nessa hora tudo nos parece contrário e sem saída. Perdemos a capacidade racional das coisas. Perturbados pela angústia ficamos à deriva, sem encontrar solução para os nossos problemas que se tornam gigantes na medida em que a adversidade nos fragiliza.

 

Outras vezes, como Pedro, depois de já termos conhecido o Senhor e até andado alguns passos com Ele, somos surpreendidos pelo vento forte das tentações, das adversidades e, abalados pela falta de confiança Nele passamos a  olhar para os problemas. É aí que começamos a afundar numa descida rumo ao fracasso, com poucas possibilidades de escape.

 

Nessa hora difícil, quando a maioria dos amigos se afasta e os inimigos se preparam para festejar a nossa derrota, Jesus aparece com  sua mão estendida dizendo:   "- Tenha bom ânimo, eu estou contigo!", e nos levanta para uma nova caminhada de fé com Ele.

 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h23
[] [envie esta mensagem
] []





EM BUSCA DE UMA VIDA MELHOR

 

A vida biológica se constitui numa corrida regressiva no tempo. Sua contagem começa ao sermos gerados e termina quando morremos. Todas as vezes que cantamos “parabéns pra você”, o fazemos mais como forma de consolo, pois, os anos vividos por quem aniversaria não fizeram outra coisa, senão aproximá-lo da morte.

 

Na língua grega há duas palavras para a vida. A primeira se chama “bio”, e a segunda é chamada “zoê”, bastante usada pelos escritores sacros ao se referirem a existência após a morte. Essa última tem duração eterna. Só os seres celestiais a possuem, porque foram criados para viverem essa ordem existencial até então desconhecida dos humanos.

 

A nossa luta pela sobrevivência  e a rejeição que sentimos das enfermidades e da morte indicam que fomos criados para vivermos eternamente e num novo estado existencial de coisas diferentes de tudo que conhecemos aqui, em nossa vida terrena.

 

Estamos todos correndo rumo à essa vida que acreditamos ser eterna, principalmente,  para dar um novo sentido  à nossa existência e ao mesmo tempo, buscamos quase que por instinto, um descanso de tudo que vivemos aqui. O certo é que  de alguma forma  sempre sentimos que existe uma outra realidade de vida do  chamado “lado de lá”, com alguém absolutamente superior, nos aguardando, para nos dar  as boas vindas.

 

 

 

 

 



Escrito por João Gomes da Silva às 18h08
[] [envie esta mensagem
] []





POR QUE SOFREMOS?

Os infortúnios presentes na vida de milhões de pessoas não ocorrem por acaso. A maioria deles independente do tipo e da forma em que se apresentam, tem por trás a permissibilidade de suas vítimas, que de alguma forma, às vezes, até inconsciente, preparam o terreno propício para que o mal aconteça.


 
Os questionamentos acerca desse assunto são diversos, e cada vez que a alma humana é submetida ao estudo científico apresenta formas e comportamentos que intrigam os mais abalizados estudiosos da psicologia, psiquiatria e do estudo da mente humana como um todo.
 
Os avanços na melhoria do comportamento humano têm ocorrido de várias formas, ora pela análise da patologia genética, ora pelo convívio social, familiar, situação econômica, educacional e religiosa. Todas têm se apresentado como indicador das tendências de comportamentos com as quais temos que conviver, porque estão impregnadas em todos nós.
 
O apóstolo Paulo reconheceu isso ao dizer: "- Acho então essa lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo". O criador da espécie humana a fez complexa, mas deixou um código orientador por meio do qual somos avisados a evitar os desastres que acontecem internamente, bem antes de materializar-se. Tudo que ocorre no espaço material de nossa vida já aconteceu há algum tempo no mundo da alma. São as causas e efeitos que só serão compreendidos com uma análise profunda de cada indicador.
 
Nessa oscilação comportamental, a religião se apresenta com duas possibilidades centrais: Deus como fonte do bem, deve está presente ajustando a conduta humana, se não o fizer, o espírito do mal entra em ação danificando violentamente tudo de bom que há nos homens.
 
Mas até onde isso pode ser verdade? A bíblia diz que há justo com obras de ímpio, e ímpio com obras de justo. Isso tem sido comprovado a cada dia sem precisar fazer apontamentos. Assim, as diretrizes propostas pela religião ficam sujeitas a questionamentos, não se podendo afirmar com segurança que o bem ou o mal que alguém faz, estejam vinculados diretamente a prática religiosa ou não.
 
Deus nos fez livres e nos deu a capacidade de construir espaços onde o bem (individual ou coletivo) seja respeitado. Se nessa construção não for observado os princípios estabelecidos, certamente o mal se manifestará de várias formas, causando desequilíbrio e desconforto no espaço proposto.
 
Aí surgem os queixumes: "- Foi Deus que não aprovou. Devíamos ter consultado a Sua vontade antes. Por causa disso o diabo veio e meteu a mão suja."
 
Deus nos deixou regidos por leis naturais e sobrenaturais que por si só, estão prontas para aprovar ou desaprovar as nossas atitudes. Quando violamos essas leis elas se voltam contra nós na forma estabelecida, sem que seja necessária a intervenção direta de Deus (ou do diabo),  nos resultados obtidos.
 
O apóstolo Tiago escreveu na sua epístola capítulo 4:1, o seguinte: " De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites que nos vossos membros guerreiam?"
 
Muitos de nós passamos o tempo todo atribuindo a Deus e ao diabo os insucessos vividos, sem perceber que o problema está em nossas atitudes, e nos desejos inerentes da própria natureza humana, que se não corrigidos podem causar muitos desconfortos até para os que estão ao nosso redor.
 
Os recursos da psicologia e outros ramos da ciência médica podem modificar essas tendências de comportamentos. A educação quando bem aplicada ressocializa algumas pessoas arruinadas, mas só o Espírito de Deus pode transformar e reconduzir o homem ao seu estado original, disse Jesus: "Sem mim nada podeis fazer



Escrito por João Gomes da Silva às 21h22
[] [envie esta mensagem
] []





QUANDO A ALMA FICA EM SILÊNCIO

A antropologia descreve o homem desde os seus primórdios como um ser inquieto. Essa inquietude ocorre primeiramente pela necessidade de sobrevivência e depois pela busca insaciável da superação, impulsionada pelo instinto de aquisição nato na própria natureza humana.
 
Na medida em que novas descobertas tecnológicas aparecem, junto com elas vem a oferta de consumo. Isso gera o desejo do ter, do desfrutar, e até do exibir o bem adquirido como forma de satisfazer o ego em relação às outras pessoas. Esse sentimento se aflora a cada aquisição, fazendo do homem mero consumidor e expositor de produtos.
 
Quando isso ocorre ficamos ativos, falantes, e com notável demonstração de prazer. Queremos na maioria das vezes partilhar esse sentimento com quem amamos e até usar o objeto-fruto da nossa satisfação como isca com o intuito de trazer para perto de nós alguém que de outra forma nunca conseguiríamos conquistar.
 
Envaidecidos pelo desejo de estar em evidência e iludidos pela auto-suficiência perdemos a racionalidade do compartilhamento das coisas, deixando para traz o nosso próximo, às vezes sem nada, como se ele não existisse. Esse espírito propulsor do mundo capitalista move violentamente todo sistema econômico transformando os homens em ferozes especuladores e os levando a viver de forma explosiva e egoísta, porque a ganância não os deixa viver em paz.
 
Em
meio à solidão, a alma se contrai na tentativa de fugir e se esconder desse mundo de desejos excessivamente material. Talvez a aorta -sua casa mãe-, já não sirva mais de invólucro. E, confusa por não saber lidar com tanta ganância, se encolhe num canto vazio do ventrículo, numa espera solitária e quase interminável.
 
Sem poder evidenciar seus sentimentos ela chora sozinha, mas só durante o sono da mente racional, pois essa acordada não a deixa chorar nem sorri. A racionalidade humana quase não chora nem sorri. É sisuda, e quer respostas concretas para suas indagações. Não vagueia no mundo dos sonhos coloridos, não perde tempo com sentimentos abstratos nem se propõem a amar. Apenas fica o momento conveniente, depois sai em busca de nova satisfação quase sempre egoísta, momentânea e às vezes insana.
 
Ao contrário da consciência racional, alma chora, sorri, sonha e vagueia no horizonte de cores que só ela pode ver. Seus desejos estão no emocional. É  lá que as flores desse jardim do amor se desabrocham, trazendo ao mundo do desamor o aroma suave muitas vezes não sentido pelo olfato inerte de quem vive apenas o material.
 
Nesse jardim é produzido o bálsamo que suaviza a dor dos humanos. Lá está o antídoto que neutraliza o veneno que ingerimos desse mundo material, onde o contentamento com as pequenas coisas é raridade, em meio às turbulências do materialismo e do capitalismo insano.
 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h15
[] [envie esta mensagem
] []





ADORANDO A DEUS OU A MAMOM

Acomodação do pensamento bem como sua indução a banalidade, é um mal que afeta violentamente a sociedade moderna nos seus fundamentos. Essa sociedade, depois de infectada pelo imediatismo e pelo fútil, passa a aceitar facilmente tudo que surge por esse caminho, sem os devidos cuidados com o questionamento crítico do que lhe é transmitido.

Estamos vivendo a geração do tudo pronto, ninguém se ocupa em remoer informações porque as coisas se apresentam remoídas pelo sistema de informação digital. Gastar neurônios tentando inventar é perda de tempo, dizem! O computador faz praticamente tudo! Esse comportamento altera a capacidade de imaginação, atrofia as ações da mente, reduzindo os homens a meros plagiadores das idéias de um pequeno grupo de pensadores que usam seus inventos com o intuito único do ganho.

Nesse caminho do tudo pronto o sistema religioso pegou carona com propostas que se assemelha aos outros sistemas, sendo diferente só no conteúdo que segundo dizem se chama Deus. Vários grupos estão oferecendo pacotes de bênçãos prontos como: sabonete do descarrego, sal groso, água do Jordão, foguearas santas e óleo ungido, nos quais dizem está à solução para todo tipo de problemas, entre eles os de ordem econômica e sentimental. Culpam os Demônios por essas mazelas, mas estabelecem certas quantias de dinheiro pela solução do problema.

A idéia de Deus está fundamentalmente inserida na mente humana desde a sua origem, o homem é religioso por essência e não pode fugir desse sentimento ainda que queira, porque ele vem impregnado na alma. A evidência disso está demonstrada nas manifestações do pensamento e nas reações do comportamento em cultuar a alguma divindade, ainda que de forma desorganizada.

Para que isso não ocorra sem organização, a divindade ou as divindades se manifestam trazendo formas litúrgicas de cultos, nos quais fica determinado um ritual de invocação, não podendo ser alterado sob pena de o adorador ser prejudicado naquilo que busca e até punido ou rejeitado pelo ser adorado.

As oferendas sempre estão presentes no altar, seja em forma de gratidão por graças recebidas, ou como libação sacrificial por pecados cometidos, ou ainda por imposição da divindade invocada, onde a oferenda se constitui em condição peculiar de sua manifestação no culto.


Isso ocorre com as organizações religiosas sem exceção, mudando apenas o modelo e as exigências vindas do mundo espiritual ou imaginário. Dessa forma, os homens se agrupam na busca de preencher suas necessidades e exercitar fé naquilo que julgam ser deus. Assim, a fé fica dividida em vários segmentos, sendo justificada por ambos os grupos com argumentações teológicas e filosóficas em várias formas de interpretação.

O Judaísmo usa o sacrifício de animais e oferendas de cereais nas suas liturgias, nelas está presente o cântico de adoração com louvores específicos para cada culto. Os salmos são exemplos desse tipo de sentimento, pois através deles cantam a tristeza às vezes melancólica, e a alegria com gritos de exaltação chegando nalguns casos ao êxtase.

Esse tipo de culto é adotado quase sempre nas outras religiões, com algumas modificações ora acentuadas ora leves, mas raramente os adoradores vêm de mãos vazias. É a oferta e sua qualidade que classificam o adorador quanto à adoração, nunca sua quantidade como querem muitas denominações religiosas. Deus não precisa de nada, pois é dono e Senhor absoluto de todas as coisas, se pede alguma coisa no culto o faz mais para testar o nosso comportamento como mordomos de seus bens e nunca por necessidade.

Hoje os Cristãos são avaliados pelo que têm e pelo que ofertam no culto. O Deus de Israel avaliava o ofertante pela qualidade da oferta provida de fé, como foi o caso de Caim e Abel (Gn, 4: 1-5) e nunca pela quantidade. Deus é auto-suficiente, não tendo, portanto necessidade de ciosa alguma. Quando pede alguma coisa como parte de adoração, o faz para testar a nossa generosidade e obediência. Esse clamor gritante por dinheiro praticado pelas Igrejas é fruto da ganância dos lideres religiosos que já fizeram do dinheiro o seu deus, que sucumbidos pela ganância, já recebem nesta vida o seu galardão.

 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h11
[] [envie esta mensagem
] []





ELOHIM: DEUS OU DEUSES?



“No princípio criou Deus os céus e a terra”. A palavra hebraica traduzida por Deus nesse texto é Elohim, e está no plural “Deuses”, não podendo do ponto de vista gramatical da língua, ser traduzida no singular, a não ser por conveniência teológica. Os tradutores da Bíblia viram nisso um grande perigo de interpretação, com fortes possibilidades de prosperar o politeísmo como formas única de culto e por isso fizeram a tradução no singular.

Explicar uma divindade composta se constituía em tarefa difícil para os rabinos e tradutores do texto sagrado. Apesar de terem indicações do Criador nesse sentido quando o mesmo deixou evidente nos termos “façamos o homem...” (Gênesis 1:26)  “Eis que o homem é como um de nós...” (Gênesis 3:22) “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua...” (Gênesis 11: 7). Com essas frases no plural fica evidenciado que o Deus criador tem uma forma compartilhada nas suas ações, com participação ativa de alguém com quem convive de forma tão harmoniosa que tanto pode ser chamado de “Elohim” Deuses, como de “Adonai” único Senhor.

Essa possibilidade de compreender Deus como unidade composta encontra explicação cientifica nas ciências naturais vejam:

A água é uma substancia composta por oxigênio e hidrogênio e se apresenta em três formas líquida sólida e gasosa, mas independente da forma em que esteja não deixa de ser água.

O fogo é a manifestação de três elementos: Calor, combustível e oxigênio. Não há fogo com a ausência de um desses elementos.

A luz é composta de três raios: Actínio, luminoso e calorífero, sem um dos três, não há luz.

No Evangelho segundo são João tem uma referência clara de um dos membros dessa unidade composta veja: No princípio era o verbo, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez (João 1: 1 2). O evangelista está falando de Jesus no seu estado eterno, e dá indicações de sua participação ativa na criação. Posteriormente Ele ora ao pai dizendo: E agora me glorifica tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela gloria que tinha contigo antes que o mundo existisse. Assim, fica evidente que Deus é uma divindade composta por essência como disse Jesus: “Eu e o Pai somos um”.

Os antigos gregos perceberam isso por intuição, e através do aprofundamento filosófico ampliaram várias possibilidades de adoração, buscando, sobretudo a proteção dos deuses. Porem não tiveram o devido critério na analise dessas divindades, e deixaram de perceber que as mesmas poderiam possuir forma única e composta ao mesmo tempo. Por esse motivo desenvolveram suas crenças em várias divindades, dando a cada uma delas nomes e lhes atribuíram poderes específicos.

Os judeus e os mulçumanos preferiram adorar o Deus único Adonai com poder absoluto de Onipotência, Onisciência e Onipresença. Porem ao revelar-se a Israel, essa divindade identificou-se com vários nomes como: Elohim, Deus criador. YHVH, o eterno, o que era o que é, e o que sempre serar. Adonai, Senhor absoluto de todas as coisas. El, Deus altíssimo ou que vem de cima. Cada um desses nomes está relacionado diretamente as ações desse Deus na sua relação com o homem e o universo.

O Cristianismo patrono de um novo conceito religioso também orienta a adoração ao único Deus, tendo Jesus como mediador de uma nova aliança da qual o homem depende incondicionalmente para ser salvo. Essa condição de salvador e mediador entre Deus e os homens foi reivindicada por Jesus conforme registro dos Evangelhos, e confirmada pela presença dinâmica do Espírito Santo quando em sua manifestação no pentecoste e no ceio da Igreja. Jesus não é um deus como querem algumas denominações religiosas, Ele é Deus, pois faz parte de uma divindade composta definida teologicamente por Trindade, com evidencias bastante convincentes tanto na revelação escrita, como pela experiência pessoal e experimental daqueles que decidiram exercer fé nesse Deus uno e trino.

 

 

 



Escrito por João Gomes da Silva às 21h05
[] [envie esta mensagem
] []





ALIENAÇÃO: UM INSTRUMENTO RELIGIOSO

A religião tem inicio no instinto humano, ou seja, no medo da morte, e por conseqüência no culto às divindades, com o intuito de manter com elas um relacionamento que os permita alcançar os favores por elas prometidos.

Esse sentimento também atingiu a sociedade moderna, mas com menos rigor e influencia, tendo modificado sistemas e ritos nas leis religiosas atuais. Essa mesma religião que fundara as sociedades antigas e as governou por muito tempo, igualmente moldou a alma humana e emprestou ao homem o seu caráter, isso ficou infundido de tal forma, que em nome dos deuses muitos crimes foram cometidos sob a batida do “cetro” religioso.

A alienação religiosa como tal ocorre na esfera da consciência, da interioridade humana, todavia, tem seus reflexos na vida real, pois foi à religião independente de sua ramificação que formou nosso caráter, nossa sociedade e nossa economia, e até hoje somos alienados pela sociedade também alienada, não forçadamente, mas construídas através do tempo nos mais diversos moldes.

O que mantem as pessoas alienadas a religião é o medo e a dúvida, medo do inferno, medo dos espíritos que vagueiam em nosso espaço, ora agindo a favor, ora perseguindo e perturbando o núcleo social. Medo também de Deus, por entender ser Ele o ser supremo e detentor do controle da vida e de tudo que existe. Os templos, sinagogas e mesquitas vivem lotados em função disso, vão lá mais por medo do que por amor.

Os discursos litúrgicos possuem conteúdos ameaçadores, “quem desobedecer às regras fica vulnerável aos males e maldiçoes do devorador”. Com isso os alienados contribuem por medo ou por interesse de adquirir bens matérias prometidos como resultado da contribuição.

Os grupos religiosos brincam com malas de dinheiro, dinheiro arrancado dos fies sob pretexto da manutenção da casa de Deus. Os sucessivos escândalos dizem o contrario com provas autenticas de patrimônios em nome dos caciques detentores do monopólio da religião.



Escrito por João Gomes da Silva às 21h01
[] [envie esta mensagem
] []





NÃO ACREDITO QUE ESTAMOS SÓS

Considero a natureza uma das revelações perfeita do Deus Supremo. Mesmo sem fala e sem linguagem definida pela gramática das línguas existentes, ela exibe de forma clara, evidências de uma mente muito sábia por trás de cada ser criado, capaz de deixar emudecido, qualquer que se propuser questioná-la.

Entretanto, o Deus Criador não se limita a algumas formas de manifestações. Ele é múltiplo em suas ações. Se em algum momento se manifesta repetindo o modelo de aparição, nunca o faz por limitação de sua capacidade, e sim, para se adequar amorosamente a nossa, que por sinal, é muito pequena.

Por esse motivo, não acredito que Ele tenha criado um universo com tamanhas proporções, e escolhido só o planeta Terra para desenvolver nela, espécies com as quais se deleita e se aborrece de vez em quando.

Tenho percebido que nalguns casos Parece não fazer muita diferença para Ele quando suas criaturas estão nascendo ou morrendo. Esse conceito de vida e morte, alegria e tristeza, prazer e dor é próprio dos humanos. É o círculo da vida biológica com suas benesses e mazelas, que se constituem apenas numa extensão de uma outra vida que nos aguarda do outro lado com duração eterna.

Acredito que existam outras formas de vidas em outras galáxias com capacidade e formas diferentes da nossa. Algumas delas chamadas teologicamente de anjos já vieram até nós em forma humana. Por várias vezes a Bíblia registra suas aparições e comportamentos. Preferiram andar pelo deserto empoeirado mesmo podendo voar, dando a entender que queriam sentir o calor do solo e depois lavar os pés com água fresca. Comeram coalhada, leite e uma saborosa vitela com Abraão, numa demonstração de quem quer mesmo se relacionar com os humanos (Gn 18:1-8).

A ufologia, igualmente tem documentado fatos inegáveis de aparições de seres que parecem lutar na tentativa de se comunicar com os humanos. Quase sempre deixaram evidências e sinais de que querem nos ajudar.
A Bíblia não ocupa espaço amplo na sua mensagem com essas aparições, por entender que o assunto não está ligado diretamente ao plano de redenção da humanidade, mas dá toques sutis como querendo revelar muito particularmente uma verdade em alta especulação.

Na Carta do Apóstolo Paulo aos Colossenses (1: 19,20) aparece algo revelado sobre esse assunto com o seguinte teor: “porque foi do agrado do Pai que toda plenitude Nele (Jesus) habitasse, e que, havendo por Ele feito à paz, pelo sangue da sua cruz, por meio Dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas,   tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”. Que coisas são essas que precisavam de reconciliação nos céus por meio do sangue de Cristo? Acho que só há reconciliação quando alianças são quebradas.

Quando João Batista disse em seu sermão: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29), estava revelando o mesmo mistério. No original grego, mundo é kosmos,  universo, o que evidencia que o sacrifício realizado por Cristo é muito mais abrangente do que imaginamos. Essa revelação é especial e merece ser estudada com mais carinho e com a mente desprendida de pensamentos preconcebidos.



Escrito por João Gomes da Silva às 20h55
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]